terça-feira, 4 de maio de 2010

O dono do puleiro


Meu time é o melhor de Minas. E isso não se deve apenas ao fato dele ter sido o grande campeão do estado no último domingo. A vitória é a condição para uma outra torcida daqui continuar a amar o seu time. E é exatamente isso que nos difere deles, não buscamos a vitória incondicionalmente, embora ela seja muito agradável diga de passagem, mas o que faz a diferença para nós, Atleticanos, é a raça e a essência que o Clube Atlético mineiro carrega "nas veias".




Sou torcedora pé no chão, não agrido, não minto, não me drogo, não menosprezo meus oponentes. Sei que o meu time não é o melhor do mundo para os outros e respeito a opinião deles, ele é o melhor para mim, e por isso peço respeito para ele. Sendo assim, fiquei muito feliz no último domingo quando o Diego Tardelli, antes de levantar a nossa taça limpou-a com uma flanelinha a qual estava escrito os seguintes dizeres: "Somos campeões 2010".




Com tal ato, ele não limpou o monumento, ele "lavou" a nossa alma ofendida pelo adversário, que precocemente providenciou milhares de flanelinhas cor-de-rosa para exporem no dia em que eles achavam que iriam nos derrotar no campeonato. Sabe aquela história do feitiço que vira contra o feiticeiro? Pois é, não vejo exemplo melhor que esse no momento. Eles jamais deveriam ter subestimado o Atlético, eles não deviam subestimar ninguém. Eles, embora pensem o contrário, não são os melhores, são um time de futebol que como qualquer um outro teem dias bons e ruins, mas esse é o grande defeito deles: Acharem que são sempre melhores que seus oponentes. Agora que enxuguem suas próprias lágrimas com as flanelas cor-de-rosa que compraram, assim farão bom uso delas, apesar de não esperar que tenham aprendido a lição, seria muito para eles.




Mas isso não vale só para o futebol, vale para a vida, em qualquer situação. Nunca, jamais, em tempo algum duvide da capacidade alheia. Não se considere alto-suficiente em tudo pois o seu próximo pode te surpreender. Esteja sempre preparado para competir (e não lutar, pois a vida não é uma guerra) de maneira respeitosa e digna, se empenhando para ganhar, mas se vier a derrota, encare-a de cabeça erguida e não se envergonhe dela, pois não se pode ganhar todos os dias, aprendemos com o que perdemos, assim somamos mais a nossa história.




Quero agradecer imensamente ao Senhor Vanderlei Luxemburgo por ter ajudado ao Galo a reencontrar a sua essência maior de campeão não apenas de títulos memoráveis, mas também de valores morais. Segue também a minha lista de obrigada, a homens que merecem a minha admiração pelo trabalho de equipe que desempenharam nos últimos meses:




Aranha (Goleiro), obrigada!!!
Fabiano (Volante), obrigada!!!
Carini, (Goleiro reserva), obrigada!!!
Correa (Volante), obrigada!!!
Coelho ( Goleiro), obrigada!!!
Renan Oliveira (Armador), obrigada!!!
Carlos Alberto ( Lateral-direito e Volante), Obrigada!!!
Ricardinho ( Armador), obrigada!!!
Werley (Zagueiro), obrigada!!!
Júnior (Armador e Lateral-esquerdo), obrigada!!!
Jairo Campos (Zagueiro), obrigada!!!
Evandro (Armador), obrigada!!!
Cáceres (Zagueiro), obrigada!!!
Muriqui ( Atacante), obrigada!!!
Leandro ( Lateral-esquerdo), obrigada!!!
Diego Tardelli (Atacante), obrigada!!!
Zé Luís (Volante), obrigada!!!
Obina ( Atacante), obrigada!!!
Jonílson (Volante), obrigada!!!
Marques (Atacante), obrigada!!!


Obrigada também a massa Atléticana, que honra sempre o time que tem, inclusive quando estávamos na segunda-divisão. Todos merecemos os parabéns.




Sou e sempre serei Atleticana, aonde e como o Galo estiver. Sou da raça mais forte, por ser ela leal a um amor maior, mesmo nos momentos de fraqueza. Somos filhos do futebol raiz que supera a violência nos estádios, a falta de respeito dos adversários, e as crises administrativas. Somos sempre maiores do que isso.




Termino o meu texto citando um cara que aonde quer que esteja tenho certeza que continua tendo o Clube Atlético Mineiro no peito, o nome dele é Roberto Drummond, um grande escritor mineiro que teve a felicidade de ser Atleticano em vida, e agora também na morte. Ele, um dia, escreveu assim: "Se houver uma camisa preta e branca pendurada num varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento". Pois é, eu torço contra o vento.




GaloOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo!!!

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