sábado, 15 de maio de 2010

Homens, um bem necessário


"Homens, melhor não te-los. Mas se não te-los, como sabe-los?".




Meninos gostam de meninas e meninas gostam de meninos (pelo menos na maioria dos casos).


Gosto de meninos desde a minha infância, sério. Nunca fui nenhuma tarada, mas sempre me senti atraída pelo sexo oposto. Quando tinha 12 anos me apaixonei loucamente pelo meu professor de Matemática. Ele era lindo. Foram meses de amor proibido, fantasiava inúmeras situações que passei com ele. Obviamente nunca tivemos nada.




O fato é que homem é uma coisa muito boa, mas só hoje eu posso afirmar tal coisa. É porque até pouco tempo eu tinha medo deles, não ao ponto de sair correndo quando visse um, mas é que eu tinha medo de sofrer por causa deles, mas hoje já não tenho. Durante muito tempo eu os apontei, acusei, coisa feia, não é mesmo? Mas não foi por mal. Coisa de menina insegura. Que jogue a primeira pedra quem nunca se sentiu assim.




Pois bem, resolvi escrever esse artigo, crônica, enfim, chame-o como bem quiser, porque tenho pensado muito neles ultimamente, de verdade, não somente os homens no sentido HOMEM. Convivo com vários deles todos os dias, a começar dentro da minha própria casa. Tenho um irmão e um pai...rsrsrsrs...Eles são completamente diferentes, me refiro a personalidade. Um é o oposto do outro. São eles os primeiros homens com os quais convivi em minha vida. Amo-os completamente. Também tenho amigos, isso mesmo, amigos homens que jamais beijei na boca. São tão sinceros, compreensivos, companheiros.




Já me envolvi com alguns, não muitos pois sempre fui uma pessoa muito reservada, as pessoas que me conhecem de perto sabem disso. Com cada um deles aprendi alguma coisa, ainda que a experiência não tenha sido das melhores. Lembro-me que o meu primeiro beijo fui embaixo de um céu estrelado durante uma festa junina, quando ainda era adolescente. Beijei um cara, ou melhor, ele me beijou. Não nos conhecíamos até então. Na hora eu achei errado da minha parte, mas depois eu não me arrependi. Foi bom, ele beijava bem e disse o mesmo a meu respeito. Será que falava a verdade? Não importa, afinal nunca mais o vi, mas valeu a experiência.




Depois dele vieram outros sem muita importância na minha vida, apenas vivia os momentos. apareceram outros que me balançaram, outros que me fizeram sofrer, outros que eu fiz sofrer. Triste? Não, apenas humano.




Recentemente me envolvi com um cara que me fez mudar a minha visão de vida, e é para ele, em especial, que dedico esse texto. Não vou escrever seu nome pois não tenho sua permissão (também eu não pedi), mas ele sabe o quanto aprendi com ele. Eu era uma pessoa muito fechada antes de conhecê-lo, guardava a maioria dos meus sentimentos para mim, mas ele me ensinou a extravasá-los, mas com maturidade. Obrigada!!!




Não era nenhum príncipe encantado, pelo contrário, nunca imaginei que me envolveria uma dia por uma pessoa como a dele. Calma que não se tratava de nenhum criminoso, viciado, ou qualquer outra criatura que pratique atividades ilícitas. Trata-se de uma pessoa que vivi a vida hoje como se fosse morrer amanhã, sem limites, sem frescuras, sem medo de errar.




Tão carinhoso, sedutor e amigo. Me lembrei dele hoje, pois foi exatamente num sábado que nos conhecemos, tem dia melhor que esse?




As pessoas que convivem comigo notaram em mim a diferença do antes e o depois dele, por isso sabem do que estou falando. Achava graça dos seus defeitos, ria das sua maluquices. Com ele fiz coisas que jamais imaginaria fazer, até quase fui presa pela polícia por estar andando de moto em via pública sem capacete...rsrsrsrsrsrsrs...Eu sei que não é para achar graça, mas como já disse antes, não sou mais a mesma. Não quero morrer, por isso não me arriscaria de novo, mas naquele momento valia tudo. Perdi a cabeça, mas não me arrependo. Descobri quem eu era e não me importo mais o que as pessoas iriam pensar.




Depois dele, mudei a minha maneira de enxergar os homens, apesar de continuar a ficar com um pé atrás com eles. Acho que a relação homem e mulher pode sim dar certo ( independente do tempo que durar) se ambas as partes foram leais uma com a outra. Se não houver mentira, ainda que não haja sentimento amoroso. Não nos apaixonamos, nos encantamos reciprocamente.




Passamos um pela vida outro no momento certo, ele me deixou muita coisa, e sei que deixei muito para ele também (como mesmo me disse), e é isso o que importa realmente. Agradeço muito a Deus por te-lo encontrado, e embora não estejamos mais juntos, não desejo a sua morte, ou a sua infelicidade, pelo contrário, sou grata por tudo o que fez por mim. Desejo-lhe o melhor que a vida puder oferecer.




Não que antes não respeitasse essa classe, ou desdenhasse a sua importância para com nós, mulheres. Mas descobri a sua essência em nossas vidas, e gostaria muito que a recípocra fosse tão verdadeira quanto...rsrsrsrsrs... Homens, um bem necessário...






quinta-feira, 13 de maio de 2010

"Cortem-lhe a cabeça!!!"


Terça-feira última eu fui ao Cine Paragem em BH para assistir ao filme "Alice no país das maravilhas" em 3D, com as turmas da escola em que trabalho. Fui convidada para o "safari" por uma professora amiga minha com o intuito de ajudar a controlar a criançada. Mas o que era para ser apenas uma experiência perigosa, afinal é muito difícil você sair com 123 crianças entre 9 e 10 anos dentro de um shopping center, sendo que a maioria delas nunca tinha ido ao cinema, que dirá em cinema em 3D.




Mas o fato é que eu acabei me surpreendendo tanto quanto eles, de verdade. O filme é incrivelmente maravilhoso. Confesso nunca ter sido fã da Alice e sua turma, nem mesmo durante a infância., mas o filme me "ganhou", tive que tirar o chapéu para ele.




Trata-se se uma obra surreal, que mistura o natural com o maravilhoso, somos levados para dentro do filme para viver a aventura junto com a Alice no país das Maravilhas. Ela não é uma criança, como na obra original, mas sim uma moça de 19 anos que vive um momento difícil em sua vida no mundo real quando é atraída pelo coelho para o mundo maravilhoso, onde deveria salva-lo das garras da Rainha Vermelha. Árdua missão, vocês não acha?




Pois é, mas é intercalando e refletindo as duas realidades que ela alcança o êxtase da sua existência, se encontrando enquanto pessoa. E a Rainha Vermelha, o que é aquela mulher? Feia por natureza acredita que a solução para todos os seus problemas é cortar a cabeça das pessoas que são fontes deles, e olha que a maioria são fúteis, frutos de sua mente cruel e invejosa.


Apesar disso, quase ao término da obra, a Alice indiretamente, concorda com ela (desculpem por contar), enumerando como sendo a sexta verdade das quais aprendeu no país das maravilhas, que sempre é possível "cortar a cabeça" do desafio que for colocado na sua vida desde que você acredite que isso é possível.




Assim, aprendi com ela que podemos acabar ou superar o mal que nos é imposto com a força que temos por dentro. Sei que esse discurso está um pouco desgastado, mas foi batendo nessa mesma tecla que a Wall Disney, produtora do filme, criou o enredo desse filme que já é, merecidamente,sucesso de bilheteria em todo o mundo.




Não é necessário estar no país das Maravilhas para sermos fantásticos ou incríveis. Podemos sempre nos surpreender e chegar aonde quiser-mos. Acredito que ninguém tem o direito de atribuir valores e força ao outro, uma vez que ninguém aqui na Terra é Deus para poder subestimar a capacidade do outro, não que o todo poderoso faça isso, mas é que só ele tem a veemência de fazer tal afirmativa incondicionalmente.




Por isso, mesmo que duvidem de sua capacidade, não se deixem levar, quando o problema/desafio aparecer, "cortem-lhe a cabeça".


terça-feira, 4 de maio de 2010

O dono do puleiro


Meu time é o melhor de Minas. E isso não se deve apenas ao fato dele ter sido o grande campeão do estado no último domingo. A vitória é a condição para uma outra torcida daqui continuar a amar o seu time. E é exatamente isso que nos difere deles, não buscamos a vitória incondicionalmente, embora ela seja muito agradável diga de passagem, mas o que faz a diferença para nós, Atleticanos, é a raça e a essência que o Clube Atlético mineiro carrega "nas veias".




Sou torcedora pé no chão, não agrido, não minto, não me drogo, não menosprezo meus oponentes. Sei que o meu time não é o melhor do mundo para os outros e respeito a opinião deles, ele é o melhor para mim, e por isso peço respeito para ele. Sendo assim, fiquei muito feliz no último domingo quando o Diego Tardelli, antes de levantar a nossa taça limpou-a com uma flanelinha a qual estava escrito os seguintes dizeres: "Somos campeões 2010".




Com tal ato, ele não limpou o monumento, ele "lavou" a nossa alma ofendida pelo adversário, que precocemente providenciou milhares de flanelinhas cor-de-rosa para exporem no dia em que eles achavam que iriam nos derrotar no campeonato. Sabe aquela história do feitiço que vira contra o feiticeiro? Pois é, não vejo exemplo melhor que esse no momento. Eles jamais deveriam ter subestimado o Atlético, eles não deviam subestimar ninguém. Eles, embora pensem o contrário, não são os melhores, são um time de futebol que como qualquer um outro teem dias bons e ruins, mas esse é o grande defeito deles: Acharem que são sempre melhores que seus oponentes. Agora que enxuguem suas próprias lágrimas com as flanelas cor-de-rosa que compraram, assim farão bom uso delas, apesar de não esperar que tenham aprendido a lição, seria muito para eles.




Mas isso não vale só para o futebol, vale para a vida, em qualquer situação. Nunca, jamais, em tempo algum duvide da capacidade alheia. Não se considere alto-suficiente em tudo pois o seu próximo pode te surpreender. Esteja sempre preparado para competir (e não lutar, pois a vida não é uma guerra) de maneira respeitosa e digna, se empenhando para ganhar, mas se vier a derrota, encare-a de cabeça erguida e não se envergonhe dela, pois não se pode ganhar todos os dias, aprendemos com o que perdemos, assim somamos mais a nossa história.




Quero agradecer imensamente ao Senhor Vanderlei Luxemburgo por ter ajudado ao Galo a reencontrar a sua essência maior de campeão não apenas de títulos memoráveis, mas também de valores morais. Segue também a minha lista de obrigada, a homens que merecem a minha admiração pelo trabalho de equipe que desempenharam nos últimos meses:




Aranha (Goleiro), obrigada!!!
Fabiano (Volante), obrigada!!!
Carini, (Goleiro reserva), obrigada!!!
Correa (Volante), obrigada!!!
Coelho ( Goleiro), obrigada!!!
Renan Oliveira (Armador), obrigada!!!
Carlos Alberto ( Lateral-direito e Volante), Obrigada!!!
Ricardinho ( Armador), obrigada!!!
Werley (Zagueiro), obrigada!!!
Júnior (Armador e Lateral-esquerdo), obrigada!!!
Jairo Campos (Zagueiro), obrigada!!!
Evandro (Armador), obrigada!!!
Cáceres (Zagueiro), obrigada!!!
Muriqui ( Atacante), obrigada!!!
Leandro ( Lateral-esquerdo), obrigada!!!
Diego Tardelli (Atacante), obrigada!!!
Zé Luís (Volante), obrigada!!!
Obina ( Atacante), obrigada!!!
Jonílson (Volante), obrigada!!!
Marques (Atacante), obrigada!!!


Obrigada também a massa Atléticana, que honra sempre o time que tem, inclusive quando estávamos na segunda-divisão. Todos merecemos os parabéns.




Sou e sempre serei Atleticana, aonde e como o Galo estiver. Sou da raça mais forte, por ser ela leal a um amor maior, mesmo nos momentos de fraqueza. Somos filhos do futebol raiz que supera a violência nos estádios, a falta de respeito dos adversários, e as crises administrativas. Somos sempre maiores do que isso.




Termino o meu texto citando um cara que aonde quer que esteja tenho certeza que continua tendo o Clube Atlético Mineiro no peito, o nome dele é Roberto Drummond, um grande escritor mineiro que teve a felicidade de ser Atleticano em vida, e agora também na morte. Ele, um dia, escreveu assim: "Se houver uma camisa preta e branca pendurada num varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento". Pois é, eu torço contra o vento.




GaloOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo!!!