quinta-feira, 13 de maio de 2010

"Cortem-lhe a cabeça!!!"


Terça-feira última eu fui ao Cine Paragem em BH para assistir ao filme "Alice no país das maravilhas" em 3D, com as turmas da escola em que trabalho. Fui convidada para o "safari" por uma professora amiga minha com o intuito de ajudar a controlar a criançada. Mas o que era para ser apenas uma experiência perigosa, afinal é muito difícil você sair com 123 crianças entre 9 e 10 anos dentro de um shopping center, sendo que a maioria delas nunca tinha ido ao cinema, que dirá em cinema em 3D.




Mas o fato é que eu acabei me surpreendendo tanto quanto eles, de verdade. O filme é incrivelmente maravilhoso. Confesso nunca ter sido fã da Alice e sua turma, nem mesmo durante a infância., mas o filme me "ganhou", tive que tirar o chapéu para ele.




Trata-se se uma obra surreal, que mistura o natural com o maravilhoso, somos levados para dentro do filme para viver a aventura junto com a Alice no país das Maravilhas. Ela não é uma criança, como na obra original, mas sim uma moça de 19 anos que vive um momento difícil em sua vida no mundo real quando é atraída pelo coelho para o mundo maravilhoso, onde deveria salva-lo das garras da Rainha Vermelha. Árdua missão, vocês não acha?




Pois é, mas é intercalando e refletindo as duas realidades que ela alcança o êxtase da sua existência, se encontrando enquanto pessoa. E a Rainha Vermelha, o que é aquela mulher? Feia por natureza acredita que a solução para todos os seus problemas é cortar a cabeça das pessoas que são fontes deles, e olha que a maioria são fúteis, frutos de sua mente cruel e invejosa.


Apesar disso, quase ao término da obra, a Alice indiretamente, concorda com ela (desculpem por contar), enumerando como sendo a sexta verdade das quais aprendeu no país das maravilhas, que sempre é possível "cortar a cabeça" do desafio que for colocado na sua vida desde que você acredite que isso é possível.




Assim, aprendi com ela que podemos acabar ou superar o mal que nos é imposto com a força que temos por dentro. Sei que esse discurso está um pouco desgastado, mas foi batendo nessa mesma tecla que a Wall Disney, produtora do filme, criou o enredo desse filme que já é, merecidamente,sucesso de bilheteria em todo o mundo.




Não é necessário estar no país das Maravilhas para sermos fantásticos ou incríveis. Podemos sempre nos surpreender e chegar aonde quiser-mos. Acredito que ninguém tem o direito de atribuir valores e força ao outro, uma vez que ninguém aqui na Terra é Deus para poder subestimar a capacidade do outro, não que o todo poderoso faça isso, mas é que só ele tem a veemência de fazer tal afirmativa incondicionalmente.




Por isso, mesmo que duvidem de sua capacidade, não se deixem levar, quando o problema/desafio aparecer, "cortem-lhe a cabeça".


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