
Quem quer ser jovem para sempre? Seria maravilhoso morrer com qualquer idade que fosse com a aparência que bem quisesse. Seria possível parar o tempo e nos manter com vinte e poucos anos? Desde criança eu sempre gostei das histórias de vampiros, desde de que assiste ao filme "Entrevista com o Vampiro", com o Tom Cruise e o Brad Pitt. Lembro-me que uma das poucas vantagens de se ser um vampiro era manter-se fisicamente da mesma forma com a qual você foi mordido e transformado em um deles. Se fosse verdade, talves até valesse a pena se tornar um, vocês não acham?Brincadeira.
Sendo assim, toda vez que tenho a oportunidade de conhecer uma história bem bacana, se é que se pode dizer assim, sobre essas criaturas macabras corro atrás para saber tudo sobre ela. E a última, me caiu de pára-quedas sem que eu procurasse por ela. Pesquisei mais a respeito e agora vou dividi-la com vocês, mas quero dizer para aqueles que não se interessam pelo assunto que o tenha com respeito, até por curiosidade ou por qualquer outro motivo que não seja pejorativo.
Quero contar-lhes a história real de Elizabeth Barthory(1560-1615), mais conhecida mundialmente como a Condessa Vampira da Hungria. Essa mulher nasceu em uma família aristocrata, cheia de valores morais. Quando criança ela testemunhou sozinha o assassinato de suas três irmãs, quando fugiam dos ataques territoriais (entre turcos e austríacos) e religiosos ( entre católicos e protestantes), sendo ela salva por uma de suas amas que conseguiu esconde-la no alto de uma árvore.
Desde então, Elizabeth se tornou filha única crescendo com toda a glória de perpetuar o clã com a linhagem que viria dela.Recebeu uma nobre educação, falava vários idiomas, conheceu todas as ciências que a sua curiosidade desejou. Seu lar era o Castelo Cachtice, onde sua beleza ganhou fama, saindo dos muros da fortaleza de pedras. Aos quinze anos casou-se com o conde Stefan de Bathory, foi quando recebeu o titulo de condessa, aumentando o seu poder e prestigio na sociedade, que passou a controlar juntamente com ele.
A história dos dois se desdobrou em um casamento típico da época. Não se pode dizer que se amavam, nem que se odiavam. O fato é que para a sociedade que pertenciam, formavam um casal perfeito, tiveram três filhos sendo eles duas meninas e um menino. Os dois compartilhavam o mesmo temperamento cruel e obsessivo. Elizabeth maltratava seus empregadas e quem mais quisesse sem o menor respeito pelo ser humano, seu marido não só sabia desse seu habito, como também o praticava quando estavam em casa.
Mas foi quando ele morreu que ela mostrou quem era. Não guardou muito a viuvez, que considerava desnecessária a uma jovem de 25 anos. Sua maldade só aumentou. Gostava de torturar fisicamente de suas criadas, fazendo-as correr nuas nas madrugadas geladas do país até que morressem congeladas. A nobre ainda tinha uma obsessão por sua beleza, a qual cuidava diariamente. Com a morte do marido, passou a se relacionar com jovens que selecionava pessoalmente. conta-se que estava a passear com um deles quando foram interpelados por uma senhora já de idade que lhe pedia ajuda, então a condessa indagou ao jovem que a acompanhava se ele teria coragem de beijar aquela velha, recebendo uma resposta negativa. Humilhada a senhora teria lhe dado a seguinte resposta: "Hoje a senhora é jovem e bela, mas um dia será velha como eu". Desde então, Elizabethy passou a repudiar a velhice, tendo muito medo dela.
Um belo dia, quando estava sendo penteada por uma pobre camponesa, a mesma sem querer a puxou forte pelos fios. Elizabeth ficou tão irritada que agrediu tanto a pobre a ponto de esmagá-la, seu sangue espirrou nela, que ao percebê-lo esfregou entre as mão. Ao comparar com outras partes do corpo, ela concluiu que o sangue da menina rejuvenesceu sua pele. a partir dai, ela se transformou na maior assassina torturadora de sua época, ao passar a se banhar no sangue de camponesas jovens e virgens que mandava buscar nas áreas pobres que dominava
A condessa passou a fazer rituais macabros de banhos de sangue, com a ajuda de alguns servos de confiança. Eles torturavam as meninas nos porões do castelo, extraiam o sangue delas para que Elizabethy se banhasse dele. Sabe quanto tempo durou essa carnificina? Exatos 25 anos. E isso tudo só acabou porque todos começaram a desconfiar do desaparecimento das meninas, que ao longo do tempo, começaram a reaparecer dissecadas em campos de flores, onde eram abandonadas pelos comparsas da condessa. antes, eles enterravam os corpos nas terras da própria aristocrata, mas com o tempo, eles perderam o medo.
Um primo dela, desejou desmascará-la, empenhando em descobrir se grande segredo, mas seu interesse não era acabar com tamanha barbaridade, mas sim, tirar dela o poder que tinha. Um belo dia, ele invadiu o castelo juntamente com algumas outras autoridades oficiais da época. Elas a encontraram dentro de uma banheira coberta de sangue. Obviamente, não admitiu se tratar dele. Mas ao vasculharem seu quarto, encontraram a prova irrefutável que a condenou eternamente: Um diário pessoal, escrito por ela mesma, no qual descreveu em detalhes os 25 anos de crimes, entre torturas e dessecamentos. Elizabethy chegou a anotar o nome das meninas mortas, além do dia e horário que foram sacrificadas. ao todo, segundo ela mesma, foram 647.
Ela foi presa e julgada e condenada, juntamente com seus comparsas. Mas enquanto eles foram condenados a morte na forca, a nobre foi fechada (literalmente) dentro de uma das torres do seu próprio castelo, onde recebia água e comida por uma pequena abertura na parede, ficando ali enclausurada por longos três anos. Até que um dia, um dos homens que a vigiavam desejou vê-la, para saber se mantinha a beleza que possuía apesar da idade. Quando ele se inclinou na abertura para enxergá-la, viu-a morta no chão. Ela morreu sozinha, sendo enterrada juntamente com o marido.
Sua lenda atravessou o tempo, como a condessa vampira que se banhava em sangue humano. Há quem diga que ela também o bebia, mas isso nunca foi provado. Dessa história horrível e fantástica eu consigo tirar várias morais: Não subestime a velhice, pois um dia irá se encontrar com ela. Não tente parar o tempo pois ele sempre será superior a você. Não maltrate o teu próximo, pois um dia ele pode te surpreender...Enfim, se alguém tiver algo mais a acrescentar fique a vontade.
Acredito que Elizabethy Barthory tinha algum distúrbio, pois é difícil acreditar que alguém "normal" seja tão cruel assim. ai eu pergunto novamente aos meus leitores: Quem quer ser jovem para sempre? a minha resposta seria: Depende do que teria que fazer para conseguir tal faceta, que cá entre nós, é impossível e não necessariamente fundamental para que encontremos a felicidade.
Referência Bibliográfica
Revista ISTO É- 12/08/2009
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